Casa Nau | [i]da arquitectos
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Casa Nau 64 Óbidos (pt)

Concluded

 

 

Date: 2026

Location: Óbidos, Portugal

Promoter: Private

Program: Single Family Housing  

Area: 359,00 m2   

Architecture: Ivan de Sousa, Ines Antunes

Engineering: LbbC Engenharia

Interior Design: Crystine Bonneau Studio S.L.

Construction: Construções Luís Jorge

Photo: [i]da arquitectos

pt

Horizontalidade na Paisagem

Localizada a escassos metros da Lagoa de Óbidos, a Casa Nau 64 afirma-se num território onde a natureza é o elemento estruturante. Inserido numa envolvente definida pela verticalidade dos pinheiros-mansos, o lote confronta, a Sul, com a densa mancha vegetal da Reserva Ecológica Nacional. O projeto nasce da vontade de estabelecer um diálogo com esta especificidade, propondo uma arquitetura que se define pela horizontalidade, desenhada em contraponto ao ritmo vertical da paisagem envolvente.

Esta intenção materializa-se numa organização volumétrica definida pela sobreposição de três planos horizontais. A composição estratégica destas camadas permite maximizar o espaço de jardim, garantir a melhor orientação solar e proteger a casa dos ventos fortes característicos da região. O plano de entrada eleva-se suavemente da topografia para marcar o acesso principal, preparando o percurso de chegada, enquanto um pátio cria um vazio de luz e ventilação que revela a vida no piso inferior. No piso superior, a casa recua para dar lugar ao plano do terraço, um espaço generoso delimitado por floreiras que trazem a vegetação para o interior da vivência doméstica. É neste nível que surge a chaminé, o único elemento vertical que se destaca na predominância horizontal. Por sua vez, a cobertura da edificação projeta-se numa pala em consola, protegendo a entrada no piso 0.

Internamente, a casa estrutura-se através de uma distinção clara entre as esferas social e privada. No piso térreo, a área social abre-se inteiramente ao jardim através de grandes vãos envidraçados, onde a fronteira entre interior e exterior se dilui sob alpendres e pérgulas que filtram a luz. A cozinha assume um papel central nesta composição, articulando a entrada e o jardim num fluxo contínuo. Reservado à zona íntima, o piso superior abriga três suites, todas com acesso direto ao terraço e vistas sobre a paisagem. Por sua vez, a cota inferior destina-se à garagem e áreas técnicas, este piso é servido por um pátio que introduz claridade natural e alberga, de forma discreta, os equipamentos técnicos.

A coerência do projeto estende-se à sua materialidade. As superfícies exteriores são finalizadas com um acabamento à base de cal apagada e pigmentação inorgânica, de tonalidade areia, conferindo à edificação uma qualidade mineral que se sintoniza com as tonalidades da paisagem da Lagoa. As portadas em madeira assumem também um papel fundamental na expressão e no desempenho da casa. Além de protegerem o interior da incidência solar direta, o desenho destas peças reforça a leitura das linhas horizontais, acentuando a intenção formal do projeto. A utilização da madeira natural estabelece ainda uma ponte visual com os troncos dos pinheiros, unindo definitivamente a construção ao seu ecossistema natural.

en

Horizontality in the Landscape

Located just a few meters from the Óbidos Lagoon, Casa Nau 64 asserts itself in a territory where nature is the structuring element. Set within surroundings defined by the verticality of stone pines (pinus pinea), the plot borders the dense vegetation of the National Ecological Reserve to the South. The project stems from the desire to establish a dialogue with this specificity, proposing an architecture defined by horizontality, designed in counterpoint to the vertical rhythm of the surrounding landscape.

This intention materializes in a volumetric organization defined by the superposition of three horizontal planes. The strategic composition of these layers allows for maximizing garden space, ensuring optimal solar orientation, and protecting the house from the region's strong winds. The entrance plane rises gently from the topography to mark the main access, preparing the arrival sequence, while a patio creates a void of light and ventilation that reveals life on the lower floor.

On the upper floor, the volume recedes to make way for the terrace plane, a generous space delimited by planters that bring vegetation into the domestic experience. It is at this level that the chimney emerges, the only vertical element standing out against the horizontal predominance. In turn, the building’s roof projects into a cantilevered canopy, protecting the entrance on the ground floor.

Internally, the house is structured through a clear distinction between social and private spheres. On the ground floor, the social area opens entirely to the garden through large glazed spans, where the boundary between interior and exterior dissolves under porches and pergolas that filter the light. The kitchen assumes a central role in this composition, articulating the entrance and the garden in a continuous flow. Reserved for the intimate zone, the upper floor houses three suites, all with direct access to the terrace and views over the landscape. In turn, the lower level is dedicated to the garage and technical areas; this floor is served by a patio that introduces natural light and discreetly houses technical equipment.

The project's coherence extends to its materiality. The exterior surfaces are finished with slaked lime and inorganic pigmentation in a sand tone, endowing the building with a mineral quality that attunes to the hues of the Lagoon landscape. Wooden shutters also play a fundamental role in the house's expression and performance. Besides protecting the interior from direct solar incidence, the design of these elements reinforces the reading of horizontal lines, accentuating the project's formal intention. The use of natural wood further establishes a visual bridge with the pine trunks, definitively anchoring the construction to its natural ecosystem.

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Maquete de Estudo